Direito Indígena na perspectiva de autodeterminaçãoLínguas, Cultura e terras.

Eurico Sena Baniwa

A oficina “Direito Indígena sob a perspectiva de autodeterminação – Línguas, cultura e terra” no sistema jurídico brasileiro objetiva suscitar o diálogo sobre a autodeterminação dos povos indígenas levando em conta os fatores que os caracterizam a exemplo da língua, cultura, e propriedade.

Salienta-se que os indígenas são povos autodeterminados não no sentido de segregação frente à sociedade brasileira. A sua independência é reconhecida sobretudo no sentido de identidade étnica.

Todas as questões abordadas serão analisadas sob o viés da legislação indígena vigente.

“Vídeos nas aldeias”: uma discussão.

Suzane Lima Costa (UFBA)

Trata-se de apresentar algumas produções fílmicas do projeto “Vídeo nas aldeias” para discutir como os relatos de “outridades”, presentes nessas obras e registrados como memória identitária dos povos indígenas do Brasil,  articulam de diferentes formas as relações entre quem produz, quem narra e quem é o “outro” nessas produções audiovisuais.

Em que melhorar a escrita do português indígena: contribuições

Maria Ceres Pereira (UFGD)

Rinaldo Vitor da Costa(UFGD)

Considerando que a escrita do português indígena tem sido um desafio tanto para os próprios indígenas em formação como para professores que atuam na formação dos mesmos, propomos esta oficina no intuito de auxiliar com uma análise dos “problemas” encontrados. A proposta é de discutir, mostrando onde os maiores problemas se encontram e, oferecer um tratamento prático a partir do que os “oficineiros” terão a oportunidade de, igualmente, trabalhar textos apurando seu olhar sobre este tipo de escrita.

Construindo alfabetos

Consuelo De Paiva Godinho Costa (UESB)

Esta oficina propõe um olhar sobre os métodos de elaboração de alfabetos para uso na escrita de línguas indígenas no Brasil. Trataremos primeiramente da relação entre som e letra e da relevante consideração de uma análise fonológica acurada como fatores indispensavelmente precedentes a qualquer convenção ou unificação ortográfica. Além disso, serão abordados os critérios que devem ser considerados nas convenções e unificações ortográficas para a escrita de línguas indígenas – procurando-se explorar a importância de se levarem em conta tanto critérios linguísticos em si,  quanto critérios didático-pedagógicos, sociais e interculturais, além de critérios estéticos – na ocasião da eleição de símbolos gráficos para a representação de fonemas nas línguas naturais, focalizando-se o caso das línguas indígenas brasileiras.

“O especial da Educação Inclusiva”

Kátia Silva Santos (IFBA)

Normélia Cordeiro S. Miranda

Objetivo Geral:

- Compreender o ‘entrelaçamento’ entre a educação espacial e a educação inclusiva.

Conteúdos:

- Trajetória histórica da educação especial/inclusiva no Brasil;

- Normativas e conjecturas políticas;

- Práticas Inclusivas e as Salas de Recursos.

Elaboração de material didático-pedagógico para as escolas indígenas


Ruth Monserrat

1. Tipos de materiais e suportes usados no trabalho de elaboração de material didático-pedagógico para escolas indígenas.

2. Breve visão sobre o que tem sido feito nesse terreno nos últimos anos, em diferentes regiões e contextos linguísticos e sociais do país (através da exposição visual de materiais existentes, de distintos povos e regiões).

3. A partir da observação e discussão sobre tais materiais e outros que sejam sugeridos pelos participantes da oficina, começar a elaborar na prática algum tipo de material visto como importante para uso em suas escolas.

Lei 11.645: As Relações Etno-Raciais na Escola e as Questões Indígenas


Domingos Nobre

(IEAR – Instituto de Educação de Angra dos Reis/UFF – Universidade Federal Fluminense)

A oficina tem como objetivo oferecer subsídios aos professores indígenas e não indígenas para a abordagem do tema: “História e Cultura Indígena” no currículo, tal como prescreve a Lei 11.645. Par isso, inicia com uma reflexão crítica, sobre os preconceitos arraigados no senso comum a respeito dos povos indígenas, discutindo criticamente as mentiras que parecem verdades. Indica fontes para consulta do tema pelos professores, como sites, livros e filmes que abordam a questão e aponta sugestões de projetos de trabalho na escola.

Alfabetização na Escola Indígena Bilíngue


Custodio Benjamin  da Silva

O objetivo dessa oficina é mostrar a realidade das escolas  Baniwa no contexto de educação escolar indígena diferenciada. Resultado  de pesquisa surgiu da necessidade de compreendemos a importância de conhecer melhor a história da própria comunidade indígena, no noroeste amazônico/AM. Também procurar identificar tipo de comunicação – escrita ou não – era utilizada antes do contato com a sociedade brancos, além de poder mostrar  o processo de alfabetização das crianças indígenas na Escola  Bilíngue (Português e Baniwa) e as facilidades e dificuldades dos professores  Baniwa que ministram as aulas em diferentes línguas ou dialetos. E importância do uso da LINGUAS INDIGENAS  nas escolas indígenas Baniwa –AM.

As novas faces da violência do Estado brasileiro contra os povos indígenas: UH Belo Monte, PEC 215 e Portaria 303-AGU.

Bemoro Metuktire da aldeia Colider-MT) é liderança do povo Kayapó

Edson Kayapó (IFBA)

A oficina pretende discutir e analisar os interesses do Estado brasileiro em relação as ofensivas representadas pela construção da Usina Hidrelétrica de Belo Monte, PEC 215 e Portaria 303 da Advocacia Geral da União. Paralelamente, serão discutidas as formas de resistência dos povos indígenas frente a tais projetos e as perspectivas futuras do movimento indígena brasileiro diante da sistemática agressão aos povos indígenas.

_______________________________________________________________________________________

A prática da pesquisa e a formação do pesquisador na aldeia

América Cesar

Nesta Oficina pretende-se apresentar e discutir o resultado de pesquisa realizada em dez povos indígenas da Bahia, no período de 2010-2012,  com vista a constituir uma Cartografia da Educação Indígena. O foco da reflexão deve recair sobre as estratégias desenvolvidas, para responder aos desafios enfrentados nessa experiência,. por pesquisadores indígenas e não indígenas, através dos núcleos autônomos de pesquisa, vinculados ao  Observatório da Educação Escolar Indígena/Núcleo Yby Yara, Dentre as questões relevantes, destacam-se a (re) definição de metodologias de pesquisa, a autoria e autonomia dos pesquisadores indígenas e as relações entre os sujeitos da pesquisa nos diversos contextos.  A oficina será conduzida por pesquisadores indígenas e não indígenas do Observatório.

_______________________________________________________________________________________

Oficina de Cineastas Indígenas

Takumã Kuikuro e Jair Kuikuro

Oferecida pelos cineastas indígenas da etnia Kuikuro do Alto Xingu, a oficina pretende marcar o espaço do cinema indígena no Brasil. Serão passados ensinamentos das mais diversas áreas da cinematografia, como montagem, edição, fotografia, roteiro e direção. Os expositores relatarão as experiências de cinematografar mitos e narrativas indígenas, explorando a relação entre tradição e tecnologia. O último longa-metragem dos cineastas indígenas kuikuro, As Hiper Mulheres, recebeu os prêmios Especial do Juri e de Melhor Montagem no festival de Gramado.  O filme Kuikuro foi também selecionado para a mostra competitiva do festival de Brasília.

_______________________________________________________________________________________

Matemática nas escolas indígenas: etnomatemática, cultura e currículo.

Maria Aparecida Mendes de Oliveira

Pensar o currículo de matemática para escolas indígenas nos remete ao reconhecimento das diversas formas de transmissão e difusão desses conhecimentos e da importância da dimensão sócio-cultural e política da Educação Matemática, da etnomatemática. Ao produzir o currículo pode-se, desviar, refratar, subverter, parodiar, carnavalizar, contestaros materiais (conteúdos/conhecimentos), de acordo com Tomas Tadeu da Silva, recebidos por meio dos currículos prescritos.  Portanto, é necessário perceber o currículo em suas ações – aquilo que fazemos – e em seus efeitos – o que ele nos faz. O objetivo do mini-curso é estabelecer, junto aos participantes, quais as práticas curriculares, no ensino da matemática, se difunde no interior das escolas indígenas, a partir de uma dinâmica em que possa se estabelecer trocas de conhecimentos.

_______________________________________________________________________________________

História e Cultura Indígenas nas Escolas da Educação Básica: questões, reflexões e perspectivas para implantação da lei 11.645/08

Francisco Cancela Doutor em História (UFBA)

Esta oficina pretende realizar uma reflexão sobre a implantação da lei 11.645/08, através da análise crítica do contexto histórico, social e político da questão indígena e das políticas educacionais no Brasil contemporâneo.

Download PDF

Inscrição
Hospedagens